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Acontecerá a sessão da Tertúlia Diplomática «Portugal, a Europa e o Mundo» sobre a trajetória de aproximação entre a Ucrânia e a União Europeia
23 outubro 2013, 18:12

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2013-10-28 00:00:00 2013-10-29 00:00:00 Europe/Kiev Acontecerá a sessão da Tertúlia Diplomática «Portugal, a Europa e o Mundo» sobre a trajetória de aproximação entre a Ucrânia e a União Europeia Livraria "Livraria FERIN" (ao Chiado)  Morada: Rua Nova do Almada, 70-74 - Lisboa  às 18h 00min   Event organizer. event@organizer.email

Exmo(a) Senhor(a),

Basta olhar o mapa – e conhecer um pouco da História da Europa Oriental – para nos apercebermos da importância estratégica da Ucrânia, um país de longuíssima história e tradição, mas uma independência de fresca data. Hoje, é um país com a dimensão de quase 7 vezes o território de Portugal e 4,5 vezes a nossa população, com uma economia que é poderosa e tem sobretudo enorme potencial. O seu território foi o centro do desenvolvimento da civilização eslava oriental, ainda antes do século X e todos os seus últimos dez séculos andaram imbricados nas incidências dos reinos e povos do leste europeu, sobretudo a Polónia, a Rússia e a Bielorrússia, a leste dos povos germânicos e desde os actuais Estados bálticos (a norte) até ao Mar Negro (a sul). À vez, a Prússia, a Áustria e a Rússia – e respectivos Impérios – moraram em território ucraniano. Na História mais recente, além de Kiev (a capital), o Dniepre, a Crimeia, Odessa, Sebastopol são alguns nomes que nos acordam referências míticas.


Dividida entre o Império Russo e o Império Austro-Húngaro, a Ucrânia conheceu um curto e muito acidentado período de independência, entre 1917 e 1921, no final da I Guerra Mundial e advento da revolução soviética. Acabou integrada na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Com o fim da União Soviética, firmou-se, em 1991, após um referendo, plenamente independente na ordem internacional, embora fosse já membro fundador das Nações Unidas desde Outubro de 1945.


De então para cá, o interesse entre a Ucrânia e a União Europeia – e vice-versa – não tem cessado de crescer, intensificando-se a partir da chamada “Revolução Laranja” em finais de 2004. Oficialmente, a UE procura estreitar a cooperação bilateral com a Ucrânia, para a integração económica gradual e um aprofundamento da cooperação política. No Parlamento Europeu, alguns deputados animaram grupos de trabalho apontando, a longo prazo, a uma possível adesão da Ucrânia à União Europeia – na legislatura de 2004/09, fiz parte desses deputados europeus pro-ucranianos.


A Ucrânia é considerada, no quadro da UE, um parceiro prioritário da Política Europeia de Vizinhança e nos países da Parceria Oriental, vigorando, desde 1998, o Acordo de Parceria e Cooperação; e, desde Setembro de 2008, decorrem negociações para o estabelecimento de um Acordo de Associação, visando aprofundar significativamente a associação política e de integração económica da Ucrânia com a União Europeia.


Disso nos vem falar justamente um grande amigo de Portugal, o embaixador Oleksandr NYKONENKO, o orador desta sessão da Tertúlia Diplomática "Portugal, a Europa e o Mundo" com o tema que intitulámos de


«A trajectória de aproximação entre
a Ucrânia e a União Europeia»


A aproximação entre a UE e a Ucrânia conheceu forte impulso – e uma grande simpatia do lado europeu – no mandato do Presidente Víktor Yúshchenko (2005/10) e nos Governos de Yúlia Timochenko (2005 e 2007/10). Mas é justo reconhecer que esse esforço e empenho não arrefeceram minimamente do lado ucraniano com a liderança de Víktor Yanukóvich, primeiro-ministro em 2006/07 e Presidente desde 2010. Há alguns problemas políticos remanescentes ainda dos ecos da “Revolução Laranja” – Yúshchenko/Timochenko e Yanukóvich estavam em lados opostos – e da situação prisional em que foi colocada Yúlia Timochenko, por uma decisão da Justiça ucraniana muito criticada na Europa. Importa que os interesses estratégicos dos povos e dos países prevaleçam e possam avançar, resolvendo-se também de forma satisfatória os problemas existentes, em termos conformes ao Estado de direito e ao respeito dos direitos fundamentais. Os últimos desenvolvimentos parecem apontar nesse sentido, como o Embaixador NYKONENKO nos explicará, deixando-nos também referência ao estudo "Integração Europeia e Processos de Transformação Interna: Prospectivas Ucranianas e a Experiência Portuguesa", editado por Odessa, International Heritage Foundation (2012) e coordenado por Volodymyr Dubovyk e Luís Rodrigues.


Um outros dado pouco conhecido é o de que a Ucrânia se candidatou, em 2010, a integrar a CPLP como Observador Associado, sinal flagrante do interesse com que acompanha os desenvolvimentos mundiais da Lusofonia e eco das importantes comunidades ucranianas no Brasil e em Portugal. São cerca de meio milhão os ucranianos enraizados no Brasil (sobretudo no Paraná), como rasto de duas vagas migratórias nos finais do século XIX e início do século XX); e, em Portugal, a imigração ucraniana intensificou-se a partir dos anos ’90, dando origem a uma numerosa e bem integrada comunidade, presente em todo o nosso país – hoje, apesar da crise, os registos oficiais indicam 45.000 ucranianos em Portugal, quase 11% dos estrangeiros registados.


Esta proximidade humana tornou-nos também mais sensíveis a grandes dramas da História ucraniana, de que um dos mais trágicos foi, na era de Estaline, o Holodomor, a Grande Fome, associada à colectivização forçada da terra decretada pelo PCUS. Depois de um rasto de deportações em massa, campos de trabalho forçado e outras violências, a execução da política do PCUS provocaria, em 1932/33, a morte, pela fome, de 3 a 3,5 milhões de ucranianos, segundo os números conservadores mais generalizadamente aceites – há diferentes estimativas entre 1,5 milhão e 10 milhões de mortos pelo Holodomor (do ucraniano, holod e moryty). A memória desta grande tragédia do século XX é anualmente assinalada em Portugal, no mês de Novembro, em actos promovidos pela comunidade ucraniana e amigos portugueses. Nesta sessão da nossa Tertúlia, o Embaixador Oleksandr NYKONENKO fará também a apresentação do livro “Holodomor. A Desconhecida Tragédia Ucraniana (1932-1933)”, obra coordenada por Béata Cieszyńska e José Eduardo Franco e lançada em Lisboa, há poucas semanas. Tempo para conhecer, tempo para sermos solidários.


Dois temas de grande interesse e também de actualidade em mais uma hora de informação e de diálogo, histórico, político e diplomático, na próxima segunda-feira, 28 de Outubro, às 18:30 horas, na Livraria Férin (ao Chiado).

 

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