A 26 de fevereiro, a Ucrânia celebra o Dia da Resistência à Ocupação da República Autónoma da Crimeia e da cidade de Sevastopol.
Neste dia, em Simferopol, realizou-se uma manifestação em massa contra as intenções de arrancar a Crimeia da Ucrânia, a qual foi organizada pelo Mejlis do povo tártaro da Crimeia e teve lugar em frente ao edifício do Parlamento da Crimeia. Desde então, o dia 26 de fevereiro tornou-se um símbolo de resistência à ocupação da Ucrânia, que dura há já sete anos.
A Rússia tomou a Crimeia por meio de agressão armada e tentou a sua anexação ilegal, recorrendo a um referendo ilegal e fraudulento. Ao fazê-lo, violou gravemente os princípios básicos do Direito Internacional e minou o sistema de segurança na Europa e no mundo.
Desde o início da ocupação, a Rússia tem seguido uma política criminosa de colonização e assimilação da península. Isso é feito por meio de violações sistemáticas dos direitos humanos e da repressão brutal contra todos os que têm coragem de resistir à ocupação. Os direitos nacionais, culturais e religiosos dos ucranianos étnicos e tártaros da Crimeia foram restringidos, e a Igreja Ortodoxa da Ucrânia é perseguida. A liberdade de expressão foi suprimida e os meios de comunicação social independentes foram destruídos.
As autoridades de ocupação estão a perseguir propositadamente os tártaros da Crimeia – os povos indígenas da península – que não aceitam a ocupação. A Rússia tenta criminalizar todos os dissidentes, detendo-os ilegalmente e condenando-os sob falsas acusações de "terrorismo" e de "extremismo". Ainda em 2016, a Rússia proibiu o Mejlis do povo tártaro da Crimeia (o corpo representativo do povo tártaro da Crimeia) e todos os seus membros foram banidos. Apesar da decisão em contrário do Tribunal Internacional de Justiça da ONU, em 2017, o Mejlis continua a ser proibido.
A Rússia também está a intensificar a militarização da Crimeia. A península, que antes da ocupação era conhecida como uma área turística da Ucrânia, foi transformada numa base militar russa, o que representa uma ameaça não só para a Ucrânia, mas também para outros países da região, entre os quais, países da NATO e da UE.
A Ucrânia agradece aos seus aliados e parceiros pelo apoio consistente e eficaz na luta para restaurar a sua integridade territorial. A Comunidade Internacional deve aumentar a pressão política e de sanções sobre a Rússia com vista a persuadi-la a libertar os territórios ucranianos ocupados, libertar prisioneiros e presos políticos e fazê-la cumprir as decisões dos tribunais internacionais.
A Ucrânia continua a consolidar esforços internacionais para conseguir a total desocupação da Crimeia e Sevastopol e responsabilizar a Rússia pelos seus crimes.
Para tal, a Ucrânia está a criar a Plataforma da Crimeia - um novo formato de coordenação internacional – e incentiva todos os parceiros a aderirem.
Trabalhando juntos, restauraremos a justiça e a estabilidade. A Crimeia é parte da Ucrânia.