Costa esteve reunido com Zelensky e propôs apoio português na reconstrução de escolas
O primeiro-ministro português esteve reunido em 21-05-2022 com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, e na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro António Costa revelou que propôs o apoio de Portugal na reconstrução de escola na Ucrânia.
“Estamos disponíveis para patrocinar uma zona geográfica ou a reconstrução de escolas e jardins de infância”. A discussão continuará agora em reuniões com o governo, disse Costa que apontou com vantagem nacional no apoio à reconstrução de escolas a experiência na reconstrução destas infraestruturas em Portugal pela Parque Escolar.
No início da declaração que fez no palácio presidencial, Costa disse ter sido “com grande emoção” que teve a “oportunidade de ser recebido pelo presidente Zelensky.
“Um líder que inspira o mundo e nos tem dado a todos grande exemplo de coragem, personalizando notável resistência contra agressão ilegal e forma bárbara como a Rússia tem conduzido a guerra em território ucraniano”.

Na conferência de imprensa depois da reunião com António Costa, o presidente ucraniano afirmou que “Portugal nesta luta está do lado justo da história”. "Senti e falei sobre a proximidade entre os nossos povos", disse Zelensky no início da conferência de imprensa que aconteceu após o encontro com Costa. "Portugal está a ajudar desde os primeiros dias de guerra. Estamos muito gratos", afirmou.
António Costa disse ainda que Portugal “acolhe de braços abertos a opção clara da Ucrânia pela Europa”. “Aguardamos com expetativa o relatório da Comissão Europeia, discutido em junho”, afirmou Costa que tem defendido que essa não é, no entanto, a urgência maior neste momento. Disse ainda que o país disponibilizará a Zelensky “todo o apoio técnico e troca de experiências” portuguesas.
Costa diz que adesão portuguesa à UE demorou. Ainda sobre a adesão da Ucrânia à União Europeia António Costa frisou: “Os processos de adesão são altamente complexos, incertos e difíceis. O nosso levou 9 anos”.
O primeiro-ministro elogiou ainda a resistência do povo ucraniano: “Persistência, determinação e coragem não lhes falta. Se têm tido para esta guerra, não há de faltar para desafios muito mais fáceis como a adesão europeia”, disse afirmando que a UE é “o destino” da Ucrânia.
E ouviu Zelensky responder depois: “Compreendo que muitos países esperaram muitos anos para chegar a ser candidatos e depois membros. Mas é incorreto comparar a Ucrânia com esses países que passaram esse caminho em paz. Nós, em guerra, não estamos só a perder o tempo, mas também pessoas, vidas humanas, por isso agradeço quem apoia a nossa candidatura”.