Há 7 anos, a 20 de fevereiro de 2014, teve início a agressão armada da Federação Russa contra a Ucrânia. A Rússia invadiu o território da Ucrânia. Nesse dia, unidades militares russas começaram a chegar à Crimeia ucraniana como parte de uma operação para tomar a península.
A tentativa ilegal de anexar a República Autónoma da Crimeia e a cidade de Sevastopol, bem como o posterior avanço do conflito armado no Donbas, revelaram ser etapas da implementação do plano da Rússia para destruir o Estado ucraniano.
Nos sete anos da agressão armada da Rússia, mais de 13.000 pessoas foram mortas, incluindo mais de 3.000 civis, dezenas de milhares de pessoas ficaram feridas e cerca de 1,5 milhão foram deslocadas à força. Apesar de todos os esforços da Ucrânia e da Comunidade Internacional para encontrar uma solução pacífica para o conflito, a agressão armada da Rússia continua e o número de vítimas aumenta diariamente.
A Rússia viola grosseira e sistematicamente os direitos humanos nos territórios temporariamente ocupados. Ativistas pró-ucranianos são perseguidos na Crimeia, os sequestros e assassinatos são generalizados e cerca de cem pessoas estão atrás das grades por acusações falsas de motivação política. Continuam as repressões propositadas contra o povo tártaro da Crimeia. Cidades e vilas, infraestruturas e instalações industriais foram severamente danificadas na zona de guerra do Donbas. A ocupação temporária tem levado à destruição do património cultural e histórico, bem como a consequências ambientais catastróficas, tanto no Donbas quanto na Crimeia.
A agressão da Rússia contra a Ucrânia mudou radicalmente a situação geopolítica na Europa e em todo o mundo. A autoridade do Direito Internacional e todo o sistema de segurança europeu e mundial foram seriamente minados. A Comunidade Internacional condenou as ações da Rússia em documentos aprovados por organizações internacionais como as Nações Unidas, a OSCE e o Conselho da Europa. Dezenas de países impuseram sanções à Rússia por violar a integridade territorial da Ucrânia.
A Ucrânia exige da Rússia que esta pare a agressão, retorne ao espaço do Direito Internacional e libere os territórios ucranianos temporariamente ocupados da República Autónoma da Crimeia e da cidade de Sevastopol, assim como as áreas ocupadas das regiões de Donetsk e Luhansk.
Apelamos à Comunidade Internacional para aumentar a pressão política e de sanções sobre a Rússia para forçar as autoridades russas a desocupar os territórios ocupados da Ucrânia, libertar os prisioneiros e presos políticos, fazendo cumprir as decisões dos tribunais internacionais.
Estamos convencidos de que os esforços conjuntos, em particular, no âmbito da Plataforma da Crimeia, irão não só restaurar a integridade territorial da Ucrânia, mas também fortalecer a autoridade do Direito Internacional e restaurar a paz e a estabilidade no continente europeu. A Federação Russa será totalmente responsabilizada por todos os crimes cometidos contra a Ucrânia e os seus cidadãos.