No dia 22 de novembro, em Lisboa, tiveram lugar eventos dedicados à homenagem das vítimas do Holodomor de 1932–1933. A comunidade ucraniana reuniu-se tradicionalmente junto à placa memorial no Largo do Mastro, onde foram dirigidas mensagens sublinhando a importância de preservar a memória histórica, bem como palavras de gratidão a todos os que participaram nesta homenagem.
Durante as intervenções, foi salientado que, embora o contexto histórico tenha mudado, os métodos da política russa permanecem inalterados. Ontem e hoje, a Rússia procura destruir a identidade, a cultura e o Estado ucraniano, utilizando a alimentação e crises humanitárias como instrumentos de pressão.
Na sua intervenção, a Embaixadora da Ucrânia, Maryna Mykhailenko, destacou a importância da verdade e do papel dos ucranianos no estrangeiro. A Embaixadora afirmou: «Recordo também o apelo do Metropolita Andrey Sheptytsky, “A Ucrânia em agonia”, no qual exortava todos os ucranianos no estrangeiro a informar o mundo sobre o crime do Holodomor. Hoje, temos todas as possibilidades para chamar a atenção do mundo para o que acontece na Ucrânia: dispomos das redes sociais e organizamos eventos, conferências e manifestações».
Ao mesmo tempo, foi destacado que a Ucrânia contemporânea possui aquilo que faltou à geração da década de 1930 — o amplo apoio do mundo civilizado. A solidariedade internacional e a assistência abrangente dos parceiros permitem à Ucrânia resistir à agressão e proteger o seu povo.
Após as intervenções, os participantes seguiram em Marcha pela Paz até à Igreja Greco-Católica Ucraniana Nossa Senhora de Nazaré, onde os eventos terminaram com uma oração ecuménica e um serviço memorial.
A Embaixada da Ucrânia na República Portuguesa expressa a sua gratidão a todos os que continuam ao lado da Ucrânia na sua luta pela liberdade e pela justiça.