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Em Lisboa foi realizada una mesa redonda "O papel da Ucrânia na segurança europeia: estado atual e perspetivas"
03 julho 2024 21:15

No dia 3 de julho de 2024, realizou-se no Palácio da Independência de Portugal, na cidade de Lisboa, uma mesa redonda dedicada ao tema “O papel da Ucrânia na segurança europeia: estado atual e perspetivas”.

O evento foi organizado pela Embaixada da Ucrânia em Lisboa e pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

O presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal José Ribeiro e Castro, a Secretária de Estado da Defesa Nacional de Portugal Ana Isabel Xavier, o Vice-Ministro da Defesa da Ucrânia Oleksandr Balanutsa (mensagem de vídeo) e a Embaixadora da Ucrânia em Portugal Maryna Mykhailenko abriram o evento com os seus discursos.

“A agressão armada ilegal da Rússia, que não mostra sinais de terminar, alterou fundamentalmente a arquitectura da segurança euro-atlântica. Os acontecimentos que se têm vindo a desenrolar desde 2014 não só ameaçam a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, como também representam um risco significativo para o continente e para o mundo. Enquanto Secretária de Estado da Defesa, reconheço a importância crítica da luta da Ucrânia para proteger os nossos valores comuns e a ordem jurídica internacional", afirmou Ana Isabel Xavier.

Nas suas observações iniciais, Oleksandr Balanutsa destacou a importância crítica do momento histórico em que o mundo vive atualmente: "Neste momento, o caminho para a paz pode parecer sombrio e distante, mas é importante ter em mente que estamos no meio de mudanças que têm um enorme impacto transformador no nosso futuro. A este respeito, esperamos que a Cimeira da NATO em Washington não só assinale o 75º aniversário da Aliança mais eficaz da história, como também estabeleça as bases para a manutenção da sua eficácia no futuro."

Por seu lado, Maryna Mykhailenko enfatizou a necessidade de garantir a irreversibilidade do caminho da Ucrânia para a NATO: “Putin deve finalmente compreender que não há espaço para compromissos nesta questão. Dado que a principal ameaça de Putin não é a NATO, mas a democracia, ele não deixará de tentar transtornar a soberania e os regimes democráticos na Ucrânia, na Moldávia e noutros países da região, mesmo que a NATO deixe de se expandir. O seu receio é ter ao seu lado uma Ucrânia europeia livre e democrática, como exemplo de que isso é possível. Estamos convencidos de que a arquitectura de segurança europeia estará incompleta até que a Ucrânia se torne membro da NATO."

As discussões foram dedicadas à discussão de 3 blocos temáticos:

· Modelos de segurança para a Ucrânia como parte constituinte da comunidade euro-atlântica.

· Cimeira da NATO em Washington, o que se segue?

· Coesão estratégica e estabilidade do mundo democrático: ameaças complexas e híbridas.

Do lado português, participaram na discussão o antigo embaixador de Portugal na Alemanha, NATO e República Checa, Luís de Almeida Sampaio, Major-General do Exército, Presidente da Comissão Portuguesa de História Militar, João Vieira Borges, Diana Soller, professora de relações internacionais no Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade NOVA, bem como o investigador da Conferência de Segurança de Munique, Nico Lange.

Os participantes na discussão notaram a indivisibilidade da segurança da Ucrânia e do espaço euro-atlântico, o que exige medidas corajosas e decisivas para ajudar o nosso Estado a opor-se a uma guerra agressiva, cujos resultados determinarão a lógica do futuro desenvolvimento do sistema internacional : quer no sentido da afirmação de uma ordem mundial baseada nas regras, quer na legitimação das intenções dos regimes autocráticos relativamente ao reconhecimento e divisão de esferas de influência.

Todos os oradores foram unânimes no facto de a adesão da Ucrânia à NATO ser uma necessidade existencial para garantir a segurança não só da Ucrânia, mas também de todo o continente europeu, e impedir a agressão russa é a principal prioridade comum.

Os participantes da mesa redonda do lado ucraniano expressaram a sua gratidão a Portugal, ao seu governo e ao seu povo pela defesa abrangente, apoio humanitário e financeiro na luta contra o agressor russo, bem como pelo fornecimento de abrigo temporário aos ucranianos que foram forçados a deixar a Ucrânia.

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