No dia 5 de junho de 2024, Maryna Mykhailenko participou no 32º Fórum Político de Estoril, dedicado ao 50º aniversário da Revolução Portuguesa de 1974.
Discursando no painel temático "Ucrânia, Rússia e o Ocidente", a Embaixadora destacou que a agressão russa não parará na Ucrânia: a Federação Russa já está a preparar o terreno para futuras façanhas e exerce influência híbrida noutros países europeus. Além disso, a Rússia apoia regimes autoritários e une-os à sua volta.
Hoje já é evidente o dano irreversível a muitas áreas da atividade internacional causado pelo comportamento criminoso da Federação Russa. Ao quebrar a ordem jurídica internacional existente, a Rússia está a trazer de volta o uso das ameaças e da força como o principal princípio para alcançar objetivos na política internacional.
Além disso, ao atacar um país que voluntariamente se desfez do seu arsenal nuclear sob garantias de segurança, e ao usar chantagem nuclear, a Rússia causa danos irreparáveis ao regime internacional de não proliferação de armas de destruição em massa, incentivando outros países a procurar maneiras de adquirir tais meios como o único instrumento eficaz de dissuasão.
A Rússia continua a exacerbar as consequências das crises múltiplas que provocou, levando a novas ondas de refugiados e ao agravamento da segurança alimentar e energética global.
A Embaixadora informou os presentes sobre o desenvolvimento da situação na frente, as ações da Federação Russa para uma escalada e expansão da guerra, bem como as necessidades urgentes das Forças de Defesa da Ucrânia.
"O único caminho para deter o agressor e evitar a expansão do conflito armado na Europa é garantir a implementação eficaz do direito da Ucrânia à autodefesa. Agradecemos aos nossos parceiros pelo apoio fornecido, mas contamos com entregas oportunas e adequadas de armamentos e equipamentos militares. A inação hoje resultará num custo muito maior no futuro", ressaltou a Embaixadora.
Todos os participantes do painel concordaram sobre a necessidade de aumentar o apoio abrangente à Ucrânia, que está a lutar por valores comuns e cujo resultado determinará o futuro de toda a Europa.
Foto: Sofiya Shovikova