9 de dezembro de 2024, a Embaixadora da Ucrânia em Portugal, Maryna Mykhailenko, participou como uma das oradoras na conferência "O Novo Regime Jurídico de Cibersegurança em Portugal". O evento contou com a presença de representantes de instituições estatais, empresas, bem como especialistas, políticos, diplomatas e jornalistas. Esta iniciativa foi organizada pela parte portuguesa no contexto da discussão pública de iniciativas legislativas destinadas a fortalecer o ciberespaço nacional, combater as ameaças cibernéticas e promover a cooperação internacional nesta área.
Na sua intervenção no painel "Cibersoberania em Portugal e na Europa", Maryna Mykhailenko destacou que, com o início da invasão em larga escala da Ucrânia, a Rússia deu início à primeira guerra cibernética mundial, combinando operações militares com ciberoperações sem precedentes. Esta agressão, conduzida por estruturas estatais e privadas russas, não é direcionada apenas contra a Ucrânia, mas também contra a UE e a OTAN.
Para responder eficazmente a esses desafios, a Embaixadora propôs intensificar esforços em várias áreas: criação de uma "cultura de resiliência" através do desenvolvimento de soluções que garantam o funcionamento confiável da infraestrutura relevante; troca de informações entre instituições parceiras sobre ameaças cibernéticas; fortalecimento da parceria público-privada no campo da segurança do ciberespaço. Maryna Mykhailenko também compartilhou a experiência da Ucrânia na implementação da "Estratégia de Cibersegurança da Ucrânia" de 2021, no combate à agressão híbrida russa.
Além disso, a diplomata ucraniana, referindo-se à situação geopolítica no contexto da confrontação global, destacou a importância, tanto para a Ucrânia quanto para Portugal (assim como para outros países europeus), de desenvolver um ciberespaço soberano como um dos elementos-chave da segurança nacional.
Maryna Mykhailenko também enfatizou a necessidade de cooperação para criar mecanismos eficazes que responsabilizem a Rússia por crimes cibernéticos.
Dada a existência de riscos e ameaças provenientes de países hostis, a Ucrânia e Portugal possuem um potencial significativo para expandir a cooperação na segurança do ciberespaço europeu.
Foto: Sofiya Shovikova