A 10 de fevereiro, a Primeira Vice-Ministra dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Emine Dzhaparova, reuniu-se com o Secretário-Geral Adjunto para as Operações da NATO, John Manza, na Sede da NATO em Bruxelas.
A Primeira Vice-Ministra informou o seu interlocutor sobre a situação na Crimeia temporariamente ocupada e os trabalhos para a realização da cimeira inaugural da Plataforma da Crimeia em agosto de 2021, com a participação de Chefes de Estado e de Governo de Estados estrangeiros e de chefes de organizações internacionais.
"A Ucrânia foi, é e continuará a ser um parceiro operacional confiável da Aliança. Mesmo perante a agressão russa, continuamos a participar nas operações lideradas pela NATO no Afeganistão e no Kosovo. Além disso, atualmente, a Ucrânia está a completar os procedimentos legais para ingressar na Missão de Treinamento da NATO no Iraque", referiu a Primeira Vice-Ministra.
Dzhaparova informou o seu interlocutor sobre a assinatura, a 8 de fevereiro de 2021, pelo Presidente da Ucrânia, da Lei "Sobre a Aprovação da Decisão do Presidente da Ucrânia acerca da Admissão de Unidades das Forças Armadas de Outros Estados no território da Ucrânia em 2021, para Participar em Exercícios Multinacionais", aprovada pela Verkhovna Rada a 26 de janeiro de 2021. De acordo com a referida lei, está prevista a realização de 8 exercícios multinacionais no território da Ucrânia, nos quais está prevista a participação de cerca de 21 mil militares ucranianos e cerca de 11 mil participantes estrangeiros. Além disso, o documento contém um plano para a participação dos militares ucranianos em 17 exercícios multinacionais fora da Ucrânia, em particular, com a participação de países da NATO e da Geórgia.
Emine Dzhaparova disse que o Governo da Ucrânia aprovou o plano da nova Estratégia de Segurança Militar da Ucrânia, o qual será uma boa base para o desenvolvimento do primeiro Programa Individual de Parceria Adaptada da NATO para a Ucrânia. Além disso, a Vice-Ministra chamou a atenção para o interesse do lado ucraniano em intensificar os esforços conjuntos para reformar o sistema de segurança para o armazenamento de mísseis e munições em arsenais, bases e armazéns de acordo com a metodologia da NATO.