A Embaixada da Ucrânia na República Portuguesa em conjunto com a Embaixada de França em Portugal e o Institut français du Portugal realizaram em Lisboa a exibição do documentário “20 Dias em Mariupol”. O evento foi apoiado por Anna Vdovychenko,“Ukrainian PR Army” e Martine Jodeau, da associação "Pour l'Ukraine, leur liberté et la nôtre".
Antes da exibição, a embaixadora da Ucrânia na República Portuguesa, Maryna Mykhailenko, dirigiu-se ao público: "Normalmente, antes do início das exibições de filmes, dizemos ``aproveitem''. Mas neste caso é no mínimo inapropriado. Queremos que apenas assistam a este filme. Para que entendam o que é a "paz russa" para a Ucrânia. Estamos a falar de apenas 20 dias de ocupação. Mas hoje já são 771 dias de luta dos ucranianos pelo direito inalienável de simplesmente viver, e não apenas de existir como um Estado independente e soberano." A embaixadora também chamou a atenção para a questão do aprisionamento russo dos soldados da guarnição de Mariupol, incluindo "Azov" e médicos do hospital militar de Mariupol.
A convidada, a jornalista portuguesa Cândida Pinto, que foi apanhada na Ucrânia no início da invasão em grande escala em 24 de fevereiro de 2024, disse que o mundo deveria saber o que está a acontecer na Ucrânia.
O filme “20 Dias em Mariupol” é um relato perspicaz das experiências de uma equipa de jornalistas ucranianos da Associated Press, incluindo o diretor Mstyslav Chernov, que se encontravam na cidade cercada de Mariupol nos primeiros dias da invasão russa da Ucrânia. Os jornalistas, sendo os únicos repórteres internacionais na cidade, documentaram as terríveis cenas do bombardeamento russo contra objectos civis em Mariupol, incluindo a maternidade, que se tornaram um testemunho eloquente dos crimes do agressor em solo ucraniano.
Esta exibição não é apenas um filme – é um testemunho da invencibilidade do espírito, da força e da resiliência do povo ucraniano face a desafios incríveis.
Foto: Sofiya Shovikova