No dia 23 de janeiro de 2025, o Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, reuniu-se com a Embaixadora da Ucrânia na República Portuguesa, Maryna Mykhailenko, e representantes da comunidade ucraniana. O encontro ocorreu na véspera da votação na Assembleia da República sobre as alterações à lei portuguesa relativa à proteção temporária de pessoas deslocadas n.º 67 de 23 de agosto de 2003. Estas alterações permitirão alinhar a legislação nacional nesta área com as decisões da União Europeia e prolongar a estadia dos cidadãos ucranianos em Portugal, que obtiveram proteção temporária, até março de 2026.
Durante o encontro, o Primeiro-Ministro da República Portuguesa, Luís Montenegro, reafirmou o apoio inabalável de Portugal à Ucrânia e garantiu que "as portas do país estarão sempre abertas para os ucranianos".
O chefe do Governo declarou que percebe que existe "uma certa química nas relações entre os portugueses e os ucranianos" e sublinhou que Portugal continuará a implementar os princípios de cooperação entre os dois países, sendo a lei discutida hoje um exemplo desse apoio.
"Sempre considerámos que esta agressão não é apenas uma agressão contra a Ucrânia, mas também contra a Europa, contra os valores dignos das pessoas, os valores da integridade territorial dos Estados soberanos, os valores do direito internacional. E, por isso, acreditamos que, mais uma vez, também fazemos parte desta guerra e estaremos ao lado da Ucrânia para minimizar as suas consequências, bem como para colaborar na conquista de uma paz o mais rapidamente possível...", concluiu ele.
A Embaixadora da Ucrânia na República Portuguesa agradeceu a Portugal o nível sem precedentes de simpatia, compaixão e solidariedade para com o povo ucraniano, demonstrado tanto em palavras quanto em ações.Tratou-se de todo o espectro de assistência – desde a militar até a humanitária.
"A decisão de hoje sobre a proteção temporária, que será votada no parlamento por iniciativa do Governo, é mais um gesto muito importante de apoio à comunidade ucraniana em Portugal", destacou a embaixadora.
Maryna Mykhailenko observou que a Ucrânia está grata a Portugal por fornecer refúgio temporário a dezenas de milhares de ucranianos que foram forçados a deixar a Ucrânia devido à agressão russa.
"Para a Ucrânia, é claro, é importante que os nossos cidadãos tenham a oportunidade de preservar a sua identidade e que as crianças possam aprender a língua e a história ucranianas. É precisamente com esse objetivo que várias escolas ucranianas de sábado operam em Portugal. Esperamos continuar a colaborar com o Governo português para apoiar e expandir as suas atividades", acrescentou a embaixadora.
Maryna Mykhailenko também enfatizou que ninguém deseja a paz mais do que a Ucrânia, mas essa paz deve ser justa, duradoura e baseada no direito internacional e no respeito à Carta da ONU, garantindo a prevenção de novas agressões no futuro, não apenas na Europa, mas em todo o mundo.
Foto: Sofiya Shovikova