A 27 de novembro, homenageamos a memória de milhões de vítimas da fome artificial em massa de 1921-1923, do Holodomor de 1932-1933 e da fome artificial em massa de 1946-1947 na Ucrânia.
Durante décadas, as autoridades soviéticas negaram e substituíram os factos reais por propaganda. No entanto, a escala impressionante da tragédia humana, especialmente o Holodomor de 1932-33, atraiu a atenção de jornalistas, diplomatas e especialistas estrangeiros. Os seus testemunhos chocantes ajudaram a descobrir a verdade, e as comunidades ucranianas no exterior deram uma contribuição significativa para divulgá-la e preservar a memória durante os anos de desinformação soviética.
Em 2006, o Holodomor de 1932-1933 foi reconhecido pela Lei da Ucrânia como genocídio do povo ucraniano. Até agora, 15 países estrangeiros tomaram decisões semelhantes ao nível parlamentar, 9 ao nível regional, e várias organizações internacionais importantes dedicaram declarações e resoluções oficiais a estes eventos do século XX.
Agradecemos aos parceiros estrangeiros por essa solidariedade. É nosso dever comum honrar os mortos com dignidade, fornecer avaliações históricas justas e transmitir a memória às gerações futuras. A Comunidade Internacional deve estar ciente da ameaça representada pelos regimes que desprezam os direitos humanos e as liberdades nos seus esforços para fazer valer o seu poder.