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Declaração da Embaixada da Ucrânia sobre a Declaração de voto sobre o Voto de saudação Dia da independência da Ucrânia do Partido Comunista Português
20 setembro 2023 14:30

Em 15 de setembro de 2023, a Assembleia da República adotou uma resolução de saudação por ocasião do 32.º aniversário da Independência da Ucrânia.
O documento está repleto de apoio à Ucrânia e contém calorosas palavras de felicitações ao povo ucraniano, que neste momento luta não só pela sua soberania e integridade territorial, mas também defende os valores da liberdade e da democracia, como também luta para restaurar a paz e defender uma ordem jurídica internacional universal baseada nos princípios da Carta das Nações Unidas.
Muito obrigado aos parlamentares portugueses pela mensagem amigável e inspiradora!


Na Assembleia da República, apenas 6 representantes do Partido Comunista de Portugal (PCP) se abstiveram na votação da Resolução de Saudação, em cujo site foi publicada uma Declaração sobre esta matéria.
Na sua declaração, o PCP afirma que respeita a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. Ao mesmo tempo, prossegue citando narrativas de propaganda francamente falsas e manipuladoras do Kremlin, com as quais o agressor russo tenta justificar uma guerra injusta e não provocada contra um Estado soberano no coração da Europa em pleno século XXI.


Neste contexto, gostaríamos de salientar que o período soviético na história da Ucrânia tornou-se num dos mais trágicos e sangrentos para os seus cidadãos. “Renascimento executado” - o extermínio de toda uma geração da elite cultural e científica do povo ucraniano, o Holodomor de 1932-1933, que foi reconhecido pelo Parlamento português como genocídio do povo ucraniano, durante o qual milhões de ucranianos morreram de fome artificial, realizou-se a "russificação das terras" ucranianas e perseguição aos dissidentes ucranianos.
É por isso que a Ucrânia declarou a sua independência em 1991 e no referendo ucraniano, no qual participaram 84% dos eleitores ucranianos, 90% votaram "a favor" e confirmaram o desejo de viver num Estado independente.
Gostaríamos de chamar a atenção do PCP para o facto de o respeito pela soberania da Ucrânia, mencionado na sua declaração, implica também o respeito pela escolha do povo ucraniano de viver num país europeu livre e democrático. Os ucranianos fizeram a sua escolha em 1991, confirmaram-na em 2003 durante a Revolução Laranja e em 2014 durante a Revolução da Dignidade, e estão agora a pagar por ela com sangue, defendendo a Ucrânia e toda a Europa da agressão russa.
E com certeza venceremos. Porque a verdade sempre vence a mentira, e a liberdade - a escravidão. Como disse o grande filósofo e poeta português Fernando Pessoa: "Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade."
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