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Dmytro Kuleba enumerou as três prioridades da economia externa da Ucrânia para os próximos 10 anos
17 dezembro 2020 17:58

No dia 16 de dezembro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, participou de um painel de discussão no Fórum Económico Internacional de Kyiv, intitulado “O mundo depois da pandemia. Novas oportunidades para a Ucrânia".

O Ministro enumerou três tarefas prioritárias da economia externa da Ucrânia para os próximos 10 anos:

  •  Apoiar a empresas ucranianas que produzem produtos e que procurem exportá-los;
  •  Garantir a segurança do país, pois, entre outras coisas, tal é importante para atrair investimentos estrangeiros;
  •  Criar sinergias com ucranianos no estrangeiro para o desenvolvimento da economia ucraniana.

De acordo com o Ministro, a primeira prioridade é o desenvolvimento de uma economia de produção, que dê o máximo apoio às empresas que produzem produtos de valor acrescido e que procurem exportá-los em massa para o exterior, com especial atenção para os produtos de alta tecnologia.

“O país tem de aprender a ganhar dinheiro. Quando aprendermos a ganhar, a trazer dinheiro para o país e a mantê-lo dentro do país, seremos um Estado muito forte ", referiu o ministro, acrescentando que a sua prioridade é envidar todos os esforços para desenvolver uma cultura de apoio às empresas ucranianas de alta tecnologia e ajudar as empresas ucranianas a entrar no mercado estrangeiro.

A segunda tarefa prioritária da próxima década, segundo Dmytro Kuleba, é garantir a segurança da Ucrânia: “Quando os investidores consideram vários fatores, a segurança é uma das decisões mais importantes a se tomar em conta ao investir. É por isso que estou empenhado na segurança do país. Acho que nos próximos 10 anos, infelizmente, essa questão será extremamente importante.”

A terceira prioridade é criar sinergias com ucranianos no estrangeiro para o desenvolvimento da economia ucraniana: “Milhões de ucranianos que partiram em épocas diferentes e aos quais chamamos de “ucranianos estrangeiros” devem continuar a fazer parte integrante da Ucrânia e do povo ucraniano. Há um enorme potencial económico na diáspora, e não me refiro a recalcular o dinheiro ganho no exterior pelas famílias ou em apoio à Ucrânia, mas sim na construção de sinergias para o desenvolvimento económico.”

Tal como referido por Dmytro Kuleba, durante o ano da crise de 2020, o sistema diplomático foi ajustado para dar assistência prática aos negócios ucranianos no exterior. A consolidação dos exportadores ucranianos nos mercados existentes e na entrada em novos mercados estrangeiros estimula o desenvolvimento da economia ucraniana, assim como a criação de novos empregos, aumentando as receitas fiscais.

“A queda no comércio mundial e a ruptura das cadeias de abastecimento em 2020 tornaram alguns países mais abertos e flexíveis nas suas políticas comerciais. Os diplomatas ucranianos puderam aproveitar essas oportunidades para ajudar empresas ucranianas a obter novos certificados e autorizações para exportadores ucranianos em vários mercados estrangeiros”, afirmou Dmytro Kuleba.

Por fim, o ministro observou que não ocorreu a realocação em massa da produção da Ásia para a Europa, que os especialistas esperavam no início da pandemia.

"Quero que o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia seja um parceiro eficaz para as empresas e para os cidadãos ucranianos", concluiu o ministro.

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