O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, participou numa reunião informal do Conselho de Segurança da ONU com base na fórmula de Arria – "Crimeia: 7 anos de violações da soberania e integridade territorial da Ucrânia".
O Ministro agradeceu a organização do evento à Estónia, como membro não permanente do Conselho de Segurança, e a todos os coorganizadores. Segundo ele, a expansão significativa do número e da geografia dos participantes deste ano indica uma crescente atenção da Comunidade Internacional ao problema da ocupação da Crimeia pela Rússia.
Dmytro Kuleba lembrou que, em 2014, a reação por parte da ONU e da Comunidade Internacional ao início da agressão russa contra a Ucrânia não foi eficaz o suficiente e não pôde impedir o seu desdobramento adicional.
"A agressão armada da Rússia contra a Ucrânia causou uma profunda crise na política internacional e minou a autoridade das organizações internacionais. É hora de aumentar a eficácia dos esforços conjuntos para desocupar a Crimeia”, afirmou Kuleba.
O Ministro recordou também o estabelecimento da Plataforma da Crimeia e convidou todos os estados membros da ONU a aderirem à mesma: “Este mecanismo internacional fornece uma visão estratégica da desocupação da Crimeia e consolida, em torno deste objetivo, todos os esforços internacionais nos níveis intergovernamental, parlamentar e de especialistas."
Dmytro Kuleba listou as violações do Direito Internacional Humanitário praticadas pela Rússia e as violações em grande escala dos direitos humanos que continuam a decorrer na península, incluindo a mudança na composição demográfica da população da Crimeia, realizada pelas autoridades de ocupação. Os participantes discutiram separadamente a militarização em curso por parte da Rússia, que decorre em grande escala na Crimeia e, em geral, nas regiões do Mar Negro e Mar de Azov, assim como as continuadas violações dos direitos humanos e a deterioração da situação económica e ambiental na península da Crimeia.
"Em 7 anos, a presença militar da Rússia na península aumentou mais do que o dobro", referiu o ministro.
Os participantes condenaram unanimemente a ocupação da Crimeia pela Rússia, as suas graves violações do Direito Internacional, e enfatizaram que as tentativas da Rússia de legitimar a anexação da península ucraniana fracassariam.
O evento contou com a presença da Subsecretária-geral da ONU para os Direitos Humanos e Chefe do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos em Nova Iorque, Ilze Brands Kehris, do presidente da Fundação “Potomac”, Philip Karber, da Coordenadora da Iniciativa da Comunicação Social para os Direitos Humanos, Maria Tomak, e de um jornalista cívico da Crimeia, Nariman Memedeminov.
A reunião foi convocada por membros do Conselho de Segurança da ONU da Grã-Bretanha, Estónia, Irlanda, Noruega, Estados Unidos da América e França. Os co-organizadores foram a Ucrânia, Austrália, Bélgica, Honduras, Grécia, Geórgia, Itália, Canadá, Costa Rica, Letónia, Lituânia, Holanda, Polónia, Eslováquia, Turquia, Alemanha, República Checa e outros estados membros da ONU de várias partes do mundo.
No ano passado, foram 7 os países coorganizadores, enquanto, este ano, o número de países coorganizadores subiu para 23, o que indica um crescente apoio da Ucrânia por parte da comunidade mundial no que concerne o retorno da Crimeia, assim como o trabalho bem-sucedido da diplomacia ucraniana, incluindo a missão permanente da Ucrânia na ONU.