O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, reagiu assegurando hoje que a anexação ilegal pela Rússia de quatro províncias ucranianas, com "uma área aproximadamente do tamanho de Portugal", não altera o compromisso da aliança em apoiar a Ucrânia.
https://www.nato.int/cps/en/natohq/opinions_207788.htm

"Esta é a maior tentativa de anexação de território europeu pela força desde a Segunda Guerra Mundial. Cerca de 15% do território da Ucrânia, uma área aproximadamente do tamanho de Portugal, foi tomado ilegalmente pela Rússia com a ponta da pistola", declarou Stoltenberg em conferência de imprensa.
O chefe da NATO considerou que a guerra na Ucrânia está num "momento decisivo". Definiu ainda a anexação como "ilegal e ilegítima", e considerou-a "a mais séria escalada" desde o início da guerra. Stoltenberg garantiu que os membros da organização ocidental jamais reconhecerão estas anexações.
“Donetsk é Ucrânia. Lugansk é Ucrânia. Kherson é Ucrânia. Zaporizhia é Ucrânia. Tal como a Crimeia”, declarou. “Esta é a segunda vez que a Rússia toma à força territórios ucranianos. Mas isto não muda a natureza do conflito. Continua a ser a guerra agressiva e brutal da Rússia”.
Frisando que a NATO “não é parte deste conflito”, Stoltenberg ofereceu o apoio da Aliança Atlântica a Kiev “para que possa realizar o seu direito de autodefesa, de acordo com a Carta das Nações Unidas”.
O secretário-geral insistiu que a NATO vai “proteger cada centímetro” do território dos seus membros.
Os dirigentes dos países da União Europeia “rejeitam e condenam a anexação ilegal” pela Rússia de quatro regiões ucranianas Kherson, Zaporíjia, Donetsk e Lugansk, indicaram no dia 30 de setembro os Estados-membros numa declaração, acusando Moscovo de pôr “a segurança mundial em perigo”. Não reconhecemos e nunca reconheceremos os ‘referendos’ ilegais que a Rússia realizou como pretexto para esta nova violação da independência, da soberania e da integridade territorial da Ucrânia, nem os seus resultados falsificados e ilegais. Nunca reconheceremos esta anexação ilegal”, lê-se na declaração https://www.consilium.europa.eu/en/press/press-releases/2022/09/30/statement-by-the-members-of-the-european-council/
Também os países do G7 (o grupo das sete economias mais desenvolvidas) emitiram hoje um comunicado em que se comprometem em "nunca reconhecer as alegadas anexações" de territórios ucranianos.
"Condenamos unanimemente e de forma veemente a guerra de agressão contra a Ucrânia e a contínua violação da soberania, integridade territorial e independência da Ucrânia", escreveram os sete países no comunicado.