O MNE manifesta o seu protesto contra a visita ilegal de membros do Parlamento Europeu à República Autónoma da Crimeia temporariamente ocupada, incluindo o membro da Comissão de Negócios Estrangeiros, o Presidente da Associação “Diálogo Franco-Russo”, Thierry Mariani, bem como outros cidadãos da Alemanha, Suécia e Bulgária.
Tais visitas incorrem na violação da legislação ucraniana sobre o acesso ao território temporariamente ocupado e não têm estatuto oficial.
O MNE condena igualmente a participação de deputados na observação da chamada "votação" de emendas à Constituição da Federação Russa, cujos “resultados” obtidos na República Autónoma da Crimeia e Sevastopol temporariamente ocupados serão legalmente nulos, não terão consequências jurídicas e não serão reconhecidos nem pela Ucrânia nem pela comunidade internacional.
Quaisquer eleições, referendos ou votações que a Federação Russa conduza nos territórios ucranianos temporariamente ocupados constituem uma violação grosseira dos princípios do Direito Internacional, em particular, a Carta das Nações Unidas, o Memorando de Garantias de Segurança no que respeita a adesão da Ucrânia ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares de 5 de dezembro de 1994, e as Resoluções da Assembleia Geral da ONU "Integridade Territorial da Ucrânia" de 27 de março de 2014 e "Direitos Humanos na República Autónoma da Crimeia e na cidade de Sevastopol (Ucrânia)” de 2016 - 2019.
Todos os indivíduos envolvidos na organização e conduta de votação ilegal na Crimeia temporariamente ocupada, incluindo os já referidos, serão responsabilizados de acordo com a legislação da Ucrânia.
A Ucrânia apela à Comunidade Internacional para aumentar a pressão sobre o estado-agressor, inclusive com a introdução de sanções pessoais contra os organizadores da votação ilegal no território da República Autónoma da Crimeia temporariamente ocupada e na cidade de Sevastopol.