Hoje, em Lisboa, teve lugar o último adeus a Pavlo Sadokha, Presidente de longa data da Associação dos Ucranianos em Portugal, Vice-Presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos para a Europa do Sul e homem que dedicou mais de duas décadas da sua vida à Ucrânia e à comunidade ucraniana em Portugal.
As cerimónias de despedida de Pavlo decorreram ao longo de dois dias e reuniram a sua família e pessoas próximas, amigos ucranianos vindos de diferentes partes da Europa, representantes de Portugal e membros do clero.
No domingo, 20 de setembro, realizou-se, no Centro Funerário Basílica da Estrela, em Lisboa, uma cerimónia religiosa em sufrágio da alma de Pavlo Sadokha. Na presença da Embaixadora da Ucrânia em Portugal, Maryna Mykhailenko, de deputados da Assembleia da República Portuguesa e da comunidade ucraniana, a celebração fúnebre foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima D. Stepan Sus, em concelebração com oito sacerdotes da Igreja Greco-Católica Ucraniana.
Na segunda-feira, 21 de setembro, as cerimónias de despedida prosseguiram na Capela do Cemitério Inglês, em Lisboa, seguindo-se o funeral de Pavlo Sadokha. Foi precisamente em Lisboa, cidade onde viveu e trabalhou durante muitos anos, que Pavlo encontrou o seu último repouso.
A memória de Pavlo Sadokha foi igualmente homenageada a nível institucional em Portugal. No dia 18 de setembro, a Assembleia da República Portuguesa aprovou uma declaração por ocasião do seu falecimento, destacando os muitos anos de atividade de Pavlo à frente da Associação dos Ucranianos em Portugal e o seu contributo para a vida da comunidade ucraniana.
Ao longo destes dias, chegaram mensagens de condolências e homenagem de responsáveis políticos e representantes da sociedade civil ucranianos e portugueses, de representantes de organizações ucranianas de vários países do mundo, de membros do clero, bem como de amigos e parceiros de Pavlo.
Pavlo foi uma das pessoas graças às quais a voz da Ucrânia se fez ouvir em Portugal de forma constante e firme. Uniu os ucranianos, ajudou a preservar a nossa língua, cultura e identidade, organizou iniciativas de apoio à Ucrânia, ajudou os defensores ucranianos, trabalhou para preservar a memória do Holodomor e deu a conhecer, de forma consistente, a verdade sobre a agressão russa.
Desde a Revolução da Dignidade e o início da agressão russa contra a Ucrânia até à invasão em grande escala, Pavlo manteve-se como uma das vozes mais reconhecidas da Ucrânia em Portugal. A sua atividade ao longo de muitos anos tornou-se uma parte importante da história da comunidade ucraniana e das relações entre a Ucrânia e Portugal.
Para muitos, Pavlo não foi apenas uma figura pública. Foi um amigo, um colega e alguém a quem se podia recorrer em busca de ajuda, conselho ou apoio. É assim que será recordado por todos aqueles que tiveram a honra de o conhecer e de trabalhar ao seu lado.
Hoje despedimo-nos de Pavlo em Lisboa. Mas a causa à qual dedicou uma parte tão significativa da sua vida continuará viva nas pessoas que uniu e na comunidade ucraniana, para cuja construção e desenvolvimento contribuiu durante tantos anos.
Expressamos as nossas mais sinceras condolências à família e às pessoas próximas de Pavlo, aos seus amigos e a toda a comunidade ucraniana em Portugal.
Obrigado, Pavlo, por tantos anos ao serviço da Ucrânia.
Que a sua memória seja luminosa e eterna.