A Ucrânia já respondeu positivamente e em conformidade com as iniciativas de paz do Secretário-Geral da ONU, pelas quais, gostaria de felicitar a posição da União Europeia. Juntamente com os parceiros europeus, a Ucrânia defende a solidariedade global e a cooperação internacional, com o objetivo de combater a pandemia causada pelo coronavírus e a fim de ajudar os mais vulneráveis, principalmente nas zonas de conflito.
Partilhamos dessa posição quanto ao cessar-fogo imediato, cessar-fogo global e quanto á consolidação de esforços para resolver conflitos pacificamente.
Com certeza que os regimes de sanções não são um obstáculo à prestação de ajuda humanitária e de serviços médicos a civis em zonas de conflito. A Ucrânia, que é alvo de contínuas agressões armadas da Federação Russa, está totalmente empenhada no prossecução do seu compromisso sob os acordos Minsk para o cessar-fogo no Donbas.
Ao mesmo tempo, apesar das numerosas decisões no plano do Formato da Normandia e do Grupo de Contacto Trilateral para estabelecer um cessar-fogo permanente nos territórios temporariamente ocupados pela Rússia das regiões ucranianas de Donetsk e Luhansk, os disparos sobre as posições das Forças Armadas da Ucrânia continua diariamente.
Além disso, em violação dos acordos de Minsk, as formações armadas ilegais controladas pela Rússia preparam-se para o bloqueio completo do acesso de representantes das Missões de Monitoramento Especial da OSCE e do Comité Internacional da Cruz Vermelha ao território ocupado do Donbas.
Isto tornará impossível estudar objetivamente a situação associada à disseminação da pandemia de coronavírus no território não controlado pelo governo e bloqueará a prestação de assistência humanitária à população local afetada.
Exigimos que a Rússia atenda ao apelo do Secretário-Geral da ONU e respeite a posição da UE, garantindo o cessar-fogo imediato no Donbas e desobstruindo o acesso ao território temporariamente ocupado da Ucrânia, permitindo a entrada de representantes das SMM da OSCE e de organizações humanitárias internacionais.
Valorizamos com grande apreço a posição clara da UE em manter o seu papel crucial na luta contra as violações do direito internacional, dos direitos humanos, contra a proliferação de armas e o seu suprimento em zonas de conflito, nomeadamente, mantendo os regimes de sanções àqueles que interferem no processo de paz. Foram essas mesmas ações ilegais e agressivas da Federação Russa contra a Ucrânia que levaram a UE a impor sanções ao lado russo.