No dia 11 de junho de 2020 assinala-se o terceiro aniversário do funcionamento bem-sucedido do regime de isenção de vistos com a União Europeia.
A decisão de abolir os vistos para os cidadãos ucranianos tornou-se, sem exagero, num acontecimento histórico e sociopolítico nas nossas relações e um passo significativo para a integração europeia do nosso Estado.
Apesar dos desafios diários – a agressão russa em curso, a ocupação de parte do território ucraniano e a guerra híbrida da Rússia contra a Ucrânia em todas as frentes – a Ucrânia e a UE alcançaram um objetivo ambicioso: remover as barreiras artificiais para os contactos interpessoais. Graças a isso, a partir de 11 de junho de 2017, os cidadãos da Ucrânia puderam fazer cerca de 49 milhões de viagens à Europa.
Não se trata apenas de números áridos – trata-se de 49 milhões de reuniões com familiares e amigos, viagens de negócios, viagens turísticas, eventos culturais e competições desportivas, etc. A abolição dos vistos tornou-se um sinal de um alto nível de confiança e disponibilidade para abrir as nossas sociedades umas às outras.
A crise sem precedentes deste ano, causada pelo COVID-19, demonstrou a fragilidade dos valores e realizações europeus. O potencial das viagens sem visto está longe de se esgotar. Em resultado da abolição iminente das restrições de quarentena e da reabertura das fronteiras externas da UE, as viagens sem visto para os ucranianos serão retomadas e tornar-se-ão um fator de crescimento económico, de expansão empresarial e de investimento.