A pandemia do coronavírus tornou-se a ameaça global. Para responder adequadamente a esta ameaça exige-se uma solidariedade e uma liderança responsável. Ao mesmo tempo, a pandemia não reduz outras ameaças, mas, pelo contrário, agrava algumas. A política agressiva do Kremlin é uma destas.
A Rússia não apenas continua o bombardeamento do território ucraniano, apesar do apelo da ONU para o cessar-fogo durante a pandemia, mas Moscovo impede a luta efetiva contra a pandemia, bloqueando o acesso das missões de monitorização da OSCE, ONU e CICV aos territórios ucranianos ocupados.
A Rússia tenta convencer que as sanções limitam a sua capacidade de combater a pandemia. Estas queixas são artificiais. Nenhum pacote de sanções imposto em resposta à agressão russa na Crimeia e no Donbas não prejudica a capacidade deste país de proteger os seus cidadãos do coronavírus ou de participar nos esforços globais para superar a crise.
Uma vez que a parte russa usa a pandemia para fins políticos e apela para o levantamento de sanções, isto deve ser visto como uma manipulação suja e uma tentativa de obter benefícios à custa do sofrimento de milhões de pessoas.
A comunidade internacional impôs sanções em resposta à agressão armada da Rússia contra a Ucrânia. Isto não tem nada a ver com a pandemia de coronavírus.
As sanções são uma ferramenta importante para renovar o respeito do Direito Internacional. O caminho para o levantamento das sanções passa não pela pandemia do coronavírus, mas pela cessação da agressão, a qual dura já há seis anos. Isto será a melhor demonstração da solidariedade russa para com todo o mundo neste tempo difícil. Apenas isto poderá ser a única razão para alteração da política da comunidade internacional relativamente à Rússia.
Até que a ameaça de agressão permaneça, o Donbas e a Crimeia estejam ocupados pela Federação Russa, as sanções devem permanecer em vigor e serem total e estritamente aplicadas.