O dia 26 de junho é o Dia da Bandeira Tártara da Crimeia, cuja data de celebração assinala o primeiro dia da primeira sessão da II convocatória do Kurultay do povo Tártaro da Crimeia.
Foi, pois, no dia 26 de junho de 1991, após uma pausa forçada de mais de 73 anos, que o Kurultay do povo tártaro da Crimeia, a mais alta instituição nacional do povo indígena da Crimeia, foi revivido. Portanto, nesse mesmo dia, 26 de junho, celebramos também o trigésimo aniversário do renascimento do Kurultay do povo tártaro da Crimeia.
A bandeira tártara da Crimeia foi aprovada pelo Primeiro Kurultay dos tártaros da Crimeia, em 1917. Em várias ocasiões, este foi submetido a repressão e proibições. Até mesmo a representação da bandeira tártara da Crimeia nos locais de deportação dos tártaros da Crimeia – i.e., os assentamentos da Ásia Central e da Sibéria – foi considerada um crime contra as autoridades soviéticas.
Hoje, tal como há setenta e sete anos atrás, a administração da ocupação russa está a tentar destruir a identidade tártara da Crimeia. A memória dos símbolos nacionais tártaros da Crimeia está a ser devastada e os direitos culturais, linguísticos e religiosos dos povos indígenas da Crimeia estão a ser gravemente violados.
A administração da ocupação russa tem seguido uma política sistemática de perseguição de todas as comunidades religiosas, tem destruído monumentos religiosos dos tártaros da Crimeia, realizado escavações arqueológicas ilegais e transportado artefatos culturais da Crimeia para o território da Federação Russa, usando-os como uma ferramenta política para demonstrar laços entre a península e a Rússia soviética czarista e moderna.
A Ucrânia condena a política do estado-agressor, que visa destruir a identidade tártara da Crimeia, restringindo o uso de símbolos nacionais, incluindo a sua bandeira, condena a violação do direito à educação na língua materna, a destruição de monumentos culturais e religiosos nacionais, e a promoção do discurso de ódio e discriminação com base na etnia e religião.
Neste dia, mais uma vez, lembramos a Rússia sobre a necessidade de cumprir as suas obrigações como poder ocupante e exigimos o fim da repressão contra os ucranianos e os tártaros da Crimeia, a implementação da Ordem do Tribunal Internacional de Justiça da ONU de 19 de abril de 2017 e o levantamento da proibição do Mejlis do Povo Tártaro da Crimeia.
Instamos a Comunidade Internacional a tomar medidas adicionais de pressão política e diplomática sobre a Rússia e a proteger os direitos humanos e humanitários na península temporariamente ocupada.