No dia 15 de fevereiro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, participou numa conferência iniciada pelo Canadá, na qual 52 países aprovaram a Declaração contra o recurso a prisões arbitrárias nas relações interestatais.
A iniciativa canadiana reúne países que respeitam os direitos humanos e aderem ao Direito Internacional, e tem como objetivo desenvolver mecanismos eficazes de combate ao encarceramento ilegal com o propósito de atingir objetivos políticos.
No seu discurso aos participantes da conferência, Dmytro Kuleba destacou as prisões arbitrárias de cidadãos ucranianos na Crimeia temporariamente ocupada e em certas áreas do Donbas: "Atualmente, cerca de cem cidadãos ucranianos estão detidos ilegalmente na Crimeia e no território da Federação Russa. A perseguição politicamente motivada de ucranianos sob acusações forjadas tornou-se uma prática comum das autoridades de ocupação russas. Assim, vemos a declaração adotada hoje como uma importante ferramenta adicional para pressionar a Rússia a libertar prisioneiros políticos ucranianos e para prevenir novas violações dos direitos humanos nos territórios ocupados."
O Ministro chamou a atenção para a criação da Plataforma da Crimeia como plataforma que visa consolidar os esforços internacionais para desocupar a Crimeia, e convidou os participantes da conferência a participar na sua cimeira inaugural, neste ano.
“A solidariedade internacional desempenhou um papel importante na libertação de dezenas dos nossos prisioneiros do cativeiro russo. Precisamos de permanecer unidos e de denunciar em voz alta a arbitrariedade que continua a acontecer. As ações consolidadas e a pressão conjunta continuam a ser fatores-chave para a continuação da libertação de cidadãos ucranianos detidos ilegalmente", afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia.
Para referência: em outubro de 2020, o Canadá iniciou a convocação de uma conferência internacional para adotar uma Declaração contra o recurso a prisões arbitrárias nas relações interestatais. A iniciativa visa desenvolver uma resposta coletiva global à chamada "diplomacia forçada", quando os Estados realizam prisões arbitrárias de pessoas para benefício político nas relações interestatais. A iniciativa já foi apoiada por 52 países, incluindo a Ucrânia.