No dia 13 de abril, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, participou numa reunião extraordinária da Comissão NATO-Ucrânia, convocada a pedido da Ucrânia, em conformidade com o artigo 15.º da Carta da Parceria Especial entre a Ucrânia e a NATO.
Os Aliados da NATO e a Ucrânia analisaram a atividade militar da Rússia, que se intensificou significativamente nas últimas semanas, nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia e ao longo da fronteira do nosso país.
Dmytro Kuleba informou detalhadamente os aliados sobre a crescente presença militar da Rússia, o aumento da desinformação russa e a retórica beligerante significativa por parte de oficiais russos, que fazem à Ucrânia ameaças de guerra. O ministro partilhou a sua avaliação sobre a motivação da Rússia e os objetivos que esta pretende alcançar. O chefe da diplomacia ucraniana sugeriu dez medidas práticas que os Aliados da NATO poderão tomar para apoiar a Ucrânia.
Os Aliados reafirmaram unanimemente o seu apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia. Salientaram que a NATO não reconhece e não reconhecerá a tentativa de anexação da Crimeia e condenaram a desestabilização da situação de segurança em curso no leste da Ucrânia, a qual está a ser provocada pela Rússia.
Os participantes desta reunião extraordinária concordaram que a política consistente de apoio à Ucrânia por parte da NATO, que se opõe às ações agressivas da Rússia, permanecerá inalterada. O Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, que presidiu a reunião, reafirmou que a NATO continuará a fornecer apoio político e prático à Ucrânia.
Os participantes apelaram à Rússia para que esta ponha fim às provocações e ameaças, reduza as tensões nessas regiões e reafirme imediatamente o seu compromisso com o cessar-fogo no leste da Ucrânia, cumprindo assim as suas obrigações ao abrigo dos acordos de Minsk.
Referência: o artigo 15.º da Carta da Parceria Especial entre a Ucrânia e a NATO prevê a possibilidade de usar um mecanismo de aconselhamento em caso de crise, que permite realizar consultas conjuntas entre o nosso país e a Aliança, caso a Ucrânia veja uma ameaça direta à sua integridade territorial, independência política ou segurança.A última vez que este artigo foi ativado foi em 2018, após o ataque da Rússia a navios de guerra ucranianos no Mar Negro, perto do Estreito de Kerch.