Leia no JN o comentário da Embaixadora da Ucrânia, Inna Ohnivets, relativamente ao homicídio do cidadão da Ucrânia no aeroporto de Lisboa
"O pior é que a verdadeira causa da morte foi escondida, uma vez que, a 12 de março, o SEF notificou a Embaixada apenas sobre a ocorrência do óbito, sem indicação das circunstâncias que o provocaram. Apenas no dia seguinte, por via telefónica, foi obtida a informação de que tinha morrido devido a problemas epiléticos", lamentou, em declarações ao JN, a embaixadora Inna Ohnivets.
Após ter tomado conhecimento, pela Comunicação Social, de que o cidadão ucraniano "morrera no aeroporto não por causas naturais, mas sim assassinado", a Embaixada "reagiu imediatamente, enviando uma nota verbal ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, bem como cartas à Polícia Judiciária e à Procuradoria-Geral da República, solicitando a investigação do caso".
"O homicídio é um caso flagrante de violação dos direitos humanos e que chocou os ucranianos e os portugueses", afirma a diplomata, sublinhando esperar que as autoridades realizem investigação imparcial e justa do caso e que haja uma "punição adequada".
Inna Ohnivets garante que o caso não estragou as boas relações existentes entre a Ucrânia e Portugal e diz que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, lhe telefonou expressando condolências à família e assegurando que serão feitos todos os esforços para esclarecer o que se passou. Tal facto demonstra, mais uma vez, que as relações são "amigáveis".
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