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Uma tradução não oficial da resolução iniciada pelo Partido Socialista
N.º 551 / XIV
De preocupação sobre a situação internacional junto das fronteiras terrestres e marítimas da Ucrânia
Nas passadas semanas, a comunidade internacional tem assistido a um aumento significativo das tensões políticas entre a Ucrânia e a Federação Russa.
De forma aparentemente injustificada, a Federação Russa tem promovido uma mobilização e acumulação de forças e capacidades militares diversificadas – com recurso a meios terrestres, navais e aéreos - em zonas limítrofes às fronteiras terrestres com a Ucrânia e no mar de Azov.
No respeito pela integridade territorial da Ucrânia, do direito internacional e da soberania e harmonia entre as nações e na perspetiva de obstar a escalada de quaisquer conflitos, diversos Estados e organizações internacionais – desde a OSCE à NATO e significativamente, a União Europeia, quer através do Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, quer através dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE na videoconferência informal realizada a 19 de abril de 2021 – têm manifestado a sua solidariedade com o Estado e povo ucraniano, comprometendo-se firmemente com o apoio à independência da Ucrânia, com o não reconhecimento da anexação ilegal da Crimeia e defendendo a plena aplicação dos acordos de Minsk.
O Parlamento português não ignora que a concentração de forças militares russas junto da fronteira leste com a Ucrânia, acarreta um novo potencial de pressão e risco em termos de provocações e conflitos atuais ou futuros, que ameacem a integridade territorial e a soberania ucraniana, assim como a paz e estabilidade nessa região da Europa. Pelo que considera legitimo, prosseguindo e reforçando as posições da União Europeia, apelar à Federação Russa para que decida pela diminuição da presença militar na região, permitindo o retrair das tensões políticas e dos receios atuais, dando lugar ao recurso aos canais diplomáticos.
Assim, a Assembleia da República expressa a sua preocupação sobre a situação internacional junto das fronteiras terrestres e marítimas da Ucrânia, apelando ao desanuviamento geral e premente das tensões políticas na região.
Palácio de São Bento, 23 de abril de 2021